Em casa, lendo a apostila para fazer a prova para renovar minha CNH, minha mãezinha querida me telefona. Conta, toda contente, que está começando a se organizar para mudar de casa. Diz que já fez mudas da roseira cor-de-rosa, que minha avó Tereza, mãe dela, plantou. Idem com a roseira vermelha, que dá rosas em cachos, e que foi meu avô Gabino, pai dela, quem plantou. Também já fez mudas de guaco, planta medicinal que ela tem em touceiras no jardim. "Vem gente de Catalão inteira buscar guaco", ela me relata. "Agora estou avisando para que eles façam as próprias mudas".
Minha mãe vai se mudar da casa onde vive há cerca de 40 anos porque ela será demolida. Finalmente, Elzinha, minha irmã, e eu teremos condições de construir uma nova casa para ela. A atual está, literalmente, caindo aos pedaços. Ela conta ainda, transbordando de felicidade, que está procurando uma casa para alugar, perto de tia Teny, sua única irmã. Irei a Catalão com grande frequência nesses meses em que a casa dela estiver em construção. A primeira será para a reunião com o engenheiro que vai fazer o projeto.
Ver e sentir minha mãe tão feliz não tem preço. Aliás, ver as pessoas que amamos felizes é uma fonte da mais profunda e genuína felicidade.
Sou extremamente feliz.
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