domingo, 23 de janeiro de 2011

Memória da pele


Em casa, desacelerando, depois de um fechamento excepcionalmente longo e cansativo no jornal, vejo vídeos de músicas no youtube. Ouço neste momento, para júbilo, depois de muito tempo sem ouvi-lo, João Bosco, um dos maiores intérpretes e instrumentistas em atividade.

Além disso, João Bosco é muito bom de palco. Eu me lembro de um show dele a que assisti, em Catalão, em uma das mineradoras (ele, que estudou em Ouro Preto, era amigo de um engenheiro de minas que morava lá). Foi simplesmente fantástico. E aconteceu de eu machucar o pé, uma entorse, doeu muito e demorou a ficar bom.

Mas isso não vem ao caso, e sim o que ouço.

Quem se lembra de você em mim eu sei, eu sei.

Bate é na memória da minha pele.

Bate é no sangue que bombeia

na minha veia.

Bate é no champanhe que borbulhava

Na sua taça e que borbulha

Agora na minha cabeça.

Eu já esqueci você, tento crer

Esses lábios que os meus lábios sugam de prazer

Sugo sempre, busco sempre a sonhar, em vão

Cor vermelha carne da sua boca...

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