
Em casa, desacelerando, depois de um fechamento excepcionalmente longo e cansativo no jornal, vejo vídeos de músicas no youtube. Ouço neste momento, para júbilo, depois de muito tempo sem ouvi-lo, João Bosco, um dos maiores intérpretes e instrumentistas em atividade.
Além disso, João Bosco é muito bom de palco. Eu me lembro de um show dele a que assisti, em Catalão, em uma das mineradoras (ele, que estudou em Ouro Preto, era amigo de um engenheiro de minas que morava lá). Foi simplesmente fantástico. E aconteceu de eu machucar o pé, uma entorse, doeu muito e demorou a ficar bom.
Mas isso não vem ao caso, e sim o que ouço.
Quem se lembra de você em mim eu sei, eu sei.
Bate é na memória da minha pele.
Bate é no sangue que bombeia
na minha veia.
Bate é no champanhe que borbulhava
Na sua taça e que borbulha
Agora na minha cabeça.
Eu já esqueci você, tento crer
Esses lábios que os meus lábios sugam de prazer
Sugo sempre, busco sempre a sonhar, em vão
Cor vermelha carne da sua boca...
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