quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Bituca


Sou desorganizada. Ou melhor, no pequeno caos que estabeleço, consigo me organizar plenamente. Sônia não vê isso. Tudo bem. Leio e começo vários livros ao mesmo tempo. Como adoro ler...
E demorei - como que antecipando um prazer imensurável, e que tem sido mesmo - a começar o livro de Márcio Borges sobre o Clube da Esquina, Os sonhos não envelhecem. Agora que comecei, não consigo deixar. Quanta poesia, quanto amor transpira a cada linha.
Amor de um cara maravilhoso (Márcio) por outro igualmente maravilhoso (Milton). Amor profundo, incondicional, inteiro, intenso, todo, absoluto, puro. Puro. Puro. Amor de um homem por outro homem, de um músico por outro músico, de uma alma por outra alma. Sem nenhuma afetação. Amor que transcende. Que transcende a tudo. Inclusive à ideia de que o amor entre duas pessoas possa se resumir a um amor carnal (embora isso atinja, e muito mais, o espiritual). Na foto que ilustra o post, Lô Borges, Fernando Brant, Juscelino Kubitscheck, Márcio Borges e Bituca.
Não, Márcio Borges e Bituca não foram namorados. Estou falando de algo bem mais profundo.
Falo de amor incondicional.

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